16/02/2014
Noites Longas
Pensei que a partir do dia em que deixasse de sentir saudade, ela nunca mais iria voltar. Enganei-me. Voltou, na pior noite, no pior momento. E vinha carregada de recordações dolorosas, de dor, de inseguranças. Fez-me derramar lágrimas por pessoas que não merecem sequer um segundo na minha mente. Fez-me duvidar de mim, novamente, e de todos. Fez-me passar um fim de semana a sentir a solidão como antigamente, esmagadora. Deu-me motivos e tempo para pensar. E fez-me bem, nesse campo. Apercebi-me que o que preciso é de ser a pessoa certa. Em vez de procurar por alguém que faça esse papel. Fez-me trazer ao de cima sentimentos que pensei que não sentiria tão cedo: a vontade de sentir um abraço, de ser chamada ''amor'', de receber uma mensagem de boa noite tão longa que perdemos a vontade de ir dormir só para a reler mais 10 vezes, de receber um beijo de bom dia, uma prenda num aniversário... Essas sensações, agora, envolvem-me como nuvens, não me deixam sentir mais nada, pensar em mais nada, e torna-se uma obsessão tentar encontrar alguém que preencha esse vazio. Sei que não pode ser assim! O que tiver que acontecer acontece. Mas não é por isso é que custa menos.
02/02/2014
Sorte
Perder um namorado foi fácil. Perder cinco amigos juntamente com um namorado é que doeu.
Eu digo amigos quando na verdade os considerava irmãos. Eram a minha força, o meu abrigo, os meus pilares. E se caí ao perder o suposto "homem da minha vida", caí ainda mais fundo ao perdê-los pois não tinha ninguém para me apanhar. É difícil perder as pessoas com quem passei o meu dia-a-dia durante dois anos, e agora arrependo-me de todos aqueles a quem virei costas. Por eles, fazia tudo, dava tudo, e deixei tantas pessoas para trás que penso que mereço ter ficado sozinha.
Há pessoas que acreditam no destino, eu acredito na sorte. Eu tive sorte, muita. Os companheiros que deixei escapar há dois anos sem olhar para trás foram aqueles que não hesitaram em apoiar-me e dar-me tudo o que eu precisava nestes momentos dolorosos. Foram eles que vieram ter comigo quando eu não me conseguia levantar, foram eles que me contaram histórias do passado na esperança de ver um sorriso brotar dos meus lábios, foram eles que me acompanharam em bebedeiras de esquecimento e foram eles que me deram força para chegar onde estou.
Os outros? Esses não passavam de um farsa. Amigos que se diziam família por interesses. Por boleias, por cigarros, por bebidas, por cafés. Esses, agora, não são ninguém. Esses são pessoas por quem eu passo e ignoro, com toda a minha força, e sorrio como quem diz: Estou melhor sem vocês!
Eu digo amigos quando na verdade os considerava irmãos. Eram a minha força, o meu abrigo, os meus pilares. E se caí ao perder o suposto "homem da minha vida", caí ainda mais fundo ao perdê-los pois não tinha ninguém para me apanhar. É difícil perder as pessoas com quem passei o meu dia-a-dia durante dois anos, e agora arrependo-me de todos aqueles a quem virei costas. Por eles, fazia tudo, dava tudo, e deixei tantas pessoas para trás que penso que mereço ter ficado sozinha.
Há pessoas que acreditam no destino, eu acredito na sorte. Eu tive sorte, muita. Os companheiros que deixei escapar há dois anos sem olhar para trás foram aqueles que não hesitaram em apoiar-me e dar-me tudo o que eu precisava nestes momentos dolorosos. Foram eles que vieram ter comigo quando eu não me conseguia levantar, foram eles que me contaram histórias do passado na esperança de ver um sorriso brotar dos meus lábios, foram eles que me acompanharam em bebedeiras de esquecimento e foram eles que me deram força para chegar onde estou.
Os outros? Esses não passavam de um farsa. Amigos que se diziam família por interesses. Por boleias, por cigarros, por bebidas, por cafés. Esses, agora, não são ninguém. Esses são pessoas por quem eu passo e ignoro, com toda a minha força, e sorrio como quem diz: Estou melhor sem vocês!
30/01/2014
Consequências
"Como conseguiste curar o teu coração partido tão rápido?"
Esta pergunta já me foi feita por três diferentes pessoas, com três perspectivas distintas em relação ao amor. E no entanto, o espanto foi sempre o mesmo: não conseguem acreditar que eu já tenha esquecido o animal que me enganou durante dois anos.
Meus caros, a resposta é simples: Quando um coração se parte uma vez, nunca volta a ficar inteiro.
A minha alma foi despedaçada três anos atrás, e desde aí nunca foi a mesma. Por uns tempos, pareceu ter voltado a sê-lo, pura, inocente, genuína, apaixonante; mas quando me tentaram destroçar novamente, ela não deixou. Ela já sabia o que se iria passar, e estava preparada, como que se as cicatrizes do passado formassem uma armadura que protege o meu pequenino ser, como se todas as janelas que eu deixei abertas se fechassem novamente, para que os rios de memórias não pudessem sair. Foi assim que consegui seguir em frente e chegar onde estou agora. Uma adulta feliz, forte, e confiante.
Mas eu sei que nada bom vem sem consequências, e estas só as revelei uns dias atrás. Ao fechar janelas e criar armaduras, apercebi-me que não vou conseguir "agarrar-me" a ninguém, não vou conseguir voltar a confiar cegamente em ninguém como já fiz. Porque ao ser enganada pela última pessoa que pensei que o fosse fazer sinto-me completamente insegura em relação a todos os outros. Sinto que ninguém é verdadeiro, ninguém é quem diz ser, e quem menos esperamos pode atraiçoar-nos num abrir e fechar de olhos. E tenho medo! Será que nunca me vou voltar a apaixonar?
Esta pergunta já me foi feita por três diferentes pessoas, com três perspectivas distintas em relação ao amor. E no entanto, o espanto foi sempre o mesmo: não conseguem acreditar que eu já tenha esquecido o animal que me enganou durante dois anos.
Meus caros, a resposta é simples: Quando um coração se parte uma vez, nunca volta a ficar inteiro.
A minha alma foi despedaçada três anos atrás, e desde aí nunca foi a mesma. Por uns tempos, pareceu ter voltado a sê-lo, pura, inocente, genuína, apaixonante; mas quando me tentaram destroçar novamente, ela não deixou. Ela já sabia o que se iria passar, e estava preparada, como que se as cicatrizes do passado formassem uma armadura que protege o meu pequenino ser, como se todas as janelas que eu deixei abertas se fechassem novamente, para que os rios de memórias não pudessem sair. Foi assim que consegui seguir em frente e chegar onde estou agora. Uma adulta feliz, forte, e confiante.
Mas eu sei que nada bom vem sem consequências, e estas só as revelei uns dias atrás. Ao fechar janelas e criar armaduras, apercebi-me que não vou conseguir "agarrar-me" a ninguém, não vou conseguir voltar a confiar cegamente em ninguém como já fiz. Porque ao ser enganada pela última pessoa que pensei que o fosse fazer sinto-me completamente insegura em relação a todos os outros. Sinto que ninguém é verdadeiro, ninguém é quem diz ser, e quem menos esperamos pode atraiçoar-nos num abrir e fechar de olhos. E tenho medo! Será que nunca me vou voltar a apaixonar?
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