Até que ponto é relevante estar aqui 3 anos depois? Até que ponto faz sentido tentar escrever quando sou uma pessoa tão diferente do que era quando partilhei os meus sentimentos aqui?
Li e reli isto. Tudo. De uma ponta a outra. E é inacreditável olhar para toda a mudança, tudo o que me moldou e tornou no que sou hoje. Tudo o que me fez amar e deixar de sentir, o que me fez chorar e não parar de rir.
Dói. Ver que perdi coisas que tão bem me fizeram. Olhar para o que sentia, para quem eu era quando estava "apaixonada". Dói. Porque acredito piamente que nunca vou voltar a ter essa inocência, nunca vou voltar a um estado que me permita amar e dar-me a 100%, porque já nem eu tenho esse previlégio.
Anyways. Já nem sem escrever. Mas estou viva. I guess...
26/02/2019
16/03/2016
My triple threat boy
When I think about the past the first thing that comes to my mind is the way I felt after my heart was shattered in a million pieces. The way I felt like no one was ever gonna love me, like I would never love again. Like happiness was something I was unworthy of. I felt like my destiny was to spend the rest of my days searching for something, or someone, that I would never get back.
But then, after that, I remember feeling loved. And being in love. And feeling like my whole world was right again, full of colors, and joy, and plans and dreams. That was the feeling I thought nothing could ever overpass.
You know when people say that there will come a day in your life that will make you forget everything around you? That day came in a form of the most amazing boy I've ever met. It came slowly, unexpectedly, silently, and it wrapped me with a force I still cannot understand. He made me forget everything I had ever felt, he made me feel happy for the first time, blissfully happy. And that feeling overpassed everything. He changed my life in inexplicable ways. He brought the fire to a world that was so cold, with the way his lips burn holes in my skin every time he kisses me. He gave me a purpose, well, he is my purpose.
But then, after that, I remember feeling loved. And being in love. And feeling like my whole world was right again, full of colors, and joy, and plans and dreams. That was the feeling I thought nothing could ever overpass.
You know when people say that there will come a day in your life that will make you forget everything around you? That day came in a form of the most amazing boy I've ever met. It came slowly, unexpectedly, silently, and it wrapped me with a force I still cannot understand. He made me forget everything I had ever felt, he made me feel happy for the first time, blissfully happy. And that feeling overpassed everything. He changed my life in inexplicable ways. He brought the fire to a world that was so cold, with the way his lips burn holes in my skin every time he kisses me. He gave me a purpose, well, he is my purpose.
08/09/2015
Às novas etapas!
Quando, há seis meses atrás, decidi partir para a aventura, não fazia a mais pequena ideia do que me esperava. Tomar a decisão de vir estudar um semestre para a maravilhosa e calorosa cidade de Madrid foi, sem dúvida, muito fácil. Sonhava em viver sozinha numa capital, num país estranho, viver e fazer parte de uma cultura diferente! As festas, a comida, as pessoas, tudo isto eram sonhos que revolviam a minha cabeça dia após dia, até há uma semana atrás.
Cheguei dia 2 de Setembro, por volta das 9 da manhã. A viagem foi complicada, o transporte das malas pior ainda. A casa era uma incógnita, faltava-nos tudo e mais alguma coisa, e dei por mim sozinha. Sozinha num país onde a língua é diferente, onde as pessoas não fazem um esforço para nos entender, onde não posso ligar a alguém para pedir uma simples boleia... E senti-me adulta. Senti-me instantaneamente uma rapariga independente. Afinal, estava e estou por minha conta. Tenho que gerir o meu dinheiro, fazer as minhas compras e as minhas limpezas.
Descobrir os caminhos mais curtos, e perder-me vezes sem conta. Andar quilómetros a pé para depois me aperceber que voltei ao mesmo sítio. Conhecer de trás para a frente uma cidade 100 vezes maior que a minha. Viver de um modo completamente distinto do que estou habituada. Tudo isto me está a converter numa pessoa diferente. Mas não no mau sentido! Isto é o primeiro dia do resto da minha vida. É o ponto de viragem! A linha de partida para todas as metas que sonho em alcançar!
Na verdade, as coisas não são más, de todo! Esta cidade é capaz de fazer qualquer um apaixonar-se em segundos, com as suas ruas quentes e acolhedoras, o seu movimento citadino mas encantador, os seus parques iluminados pelos dias repletos de sol. As pessoas são de uma extrema simpatia, querem e conseguem (maior parte das vezes) fazer-nos sentir que estamos em casa. Os seus habitantes são como uma enorme família, fazendo de Madrid o seu lar, e o nosso.
Estou ansiosa e na expectativa para os meses que se seguem. Os nervos e as saudades têm os seus cantinhos reservados dentro de mim, mas de uma forma saudável e emotiva.
A Madrid, ao Erasmus, às novas etapas!
A uma nova Joana!
Cheguei dia 2 de Setembro, por volta das 9 da manhã. A viagem foi complicada, o transporte das malas pior ainda. A casa era uma incógnita, faltava-nos tudo e mais alguma coisa, e dei por mim sozinha. Sozinha num país onde a língua é diferente, onde as pessoas não fazem um esforço para nos entender, onde não posso ligar a alguém para pedir uma simples boleia... E senti-me adulta. Senti-me instantaneamente uma rapariga independente. Afinal, estava e estou por minha conta. Tenho que gerir o meu dinheiro, fazer as minhas compras e as minhas limpezas.
Descobrir os caminhos mais curtos, e perder-me vezes sem conta. Andar quilómetros a pé para depois me aperceber que voltei ao mesmo sítio. Conhecer de trás para a frente uma cidade 100 vezes maior que a minha. Viver de um modo completamente distinto do que estou habituada. Tudo isto me está a converter numa pessoa diferente. Mas não no mau sentido! Isto é o primeiro dia do resto da minha vida. É o ponto de viragem! A linha de partida para todas as metas que sonho em alcançar!
Na verdade, as coisas não são más, de todo! Esta cidade é capaz de fazer qualquer um apaixonar-se em segundos, com as suas ruas quentes e acolhedoras, o seu movimento citadino mas encantador, os seus parques iluminados pelos dias repletos de sol. As pessoas são de uma extrema simpatia, querem e conseguem (maior parte das vezes) fazer-nos sentir que estamos em casa. Os seus habitantes são como uma enorme família, fazendo de Madrid o seu lar, e o nosso.
Estou ansiosa e na expectativa para os meses que se seguem. Os nervos e as saudades têm os seus cantinhos reservados dentro de mim, mas de uma forma saudável e emotiva.
A Madrid, ao Erasmus, às novas etapas!
A uma nova Joana!
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